Fikções, opinadelas e cenas que tais: Duncan Jones
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Source Code

Que farias se... perante o inevitável tivesses uma segunda oportunidade? Pertinente não é? Perturbador no mínimo. É disso que trata Source Code, pega num individuo central, e planta-o, completamente confuso e atónito, numa realidade alternativa sem o saber que o é nem como lá foi parar. Descobre entretanto e lentamente que a realidade é brutal, mas perante um propósito nobre e contundente vê-se obrigado a ir até ao fim da linha.
Duncan Jones expõe assim um excelente thriller de ficcão cientifica pura, como em poucos títulos se vê. Muito bom, com um Jake Gyllenhaal uma vez mais muito lá.


9.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Moon


Logo de rajada, a frio, não me refreio de dizer que aqui está um papel que deveria levar pelo menos uma nomeação para o Óscar de melhor actor e com grandes probabilidades de ganhar. Tá dito, mais que merecido. Sam Rockwell como Sam Bell trata o papel - ou papéis! - por tu, duplicando-o, e em paralelo dominando-os como se dois actores ou personalidades distintas se tratassem. Note-se o facto de ele ser o único actor "presente" de principio ao fim do filme. Sublime. Vou mais longe e diria que merecia não só uma nomeação para Óscar de melhor actor principal como também outra para secundário, sem dificuldade, o que seria engraçado e inédito, acho.

Mas não levou. Suponho que seja a imbecilidade sempre presente nos prémios máximos de Hollywood, há sempre meia dúzia de injustiças que não lembra a ninguém. Já desconfiava quando levou o mesmo tratamento nos globos de ouro, mas mantinha alguma esperança, às vezes faz-se luz. Não levou, enfim, fica a delicia da personagem para os anéis da história do cinema.

Nota positiva também para a voz de GERTY, o computador de apoio a Sam Bell, distintamente tratada pelo singular Kevin Spacey.



Moon é um bom filme realizado numa toada de ficção cientifica clássica, sem compromissos, mas bastante profundo e a tratar um assunto de natureza humana muito sério e actual, a certa altura claustrofóbico mas concluindo numa redenção interessante. Em minha opinião imperdível.


Realizador: Duncan Jones.
História: Duncan Jones.
Argumento: Nathan Parker.

9.